28.3.16

[Resenha] Um Homem de Sorte

Autor (a): Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano: 2011
Lido em: março de 2016
Nº de Páginas: 352
Onde Comprar: AMAZON

 UM HOMEM DE SORTE começa com o policial Clayton espionando duas gurias num local na floresta onde é proibido nudismo. Após o incidente, ele topa com Thibault - que será nosso protagonista - caminhando junto do seu fiel companheiro, e cachorro, Zeus. O encontro não é agradável e Clayton fica extremamente irritado, e para piorar ainda mais a situação um objeto que lhe é importante, e que o pode colocar em maus lençóis se cair nas mãos erradas, some por debaixo de sua vista. Isso é motivo suficiente para fazê-lo odiar o nosso protagonista que nem conhecemos ainda.

 Thibault serviu anos atrás ao Corpo de Fuzileiros Navais e por acontecimentos dolorosos largou tudo e saiu à procura da guria desconhecida de uma fotografia que encontrou num  dos acampamentos de fuzileiros em que esteve. Essa guria o protegeu de uma maneira sobrenatural chamando sua atenção desde o primeiro momento em que bateu os olhos na foto. Munido de Zeus como companheiro de viagem, algumas economias e uma mochila, ele parte de Colorado em busca da guria misteriosa que o protegeu tanto enquanto servia a America.
 Não é uma jornada para qualquer um, não. Eu, particularmente, não conseguiria fazê-lo corregendo o risco de ser morto por desconhecidos numa rodovia ou arredores, mas Thibault se sai muito bem nisso e quando finalmente encontra pistas que levam a guria de cabelo loiro que lhe conquistou através de uma foto descobrimos que Clayton fará parte do enredo!
 Thibault é um personagem bastante sério com uma personalidade que nos despertar compaixão ao imaginarmos o tanto de barras pesadas que deve ter passado como fuzileiro. Tudo funcionando seguindo o seu tempo e é um ótimo ouvinte, algo que eu e ele compartilhamos. kkk
 Beth é uma mulher bastante atraente possuindo uma personalidade formada e segura que tenta fazer o seu filho, Ben, criar vínculos profundos com o pai (Clayton), mas essa relação não acontece e provavelmente nunca acontecerá. Ela tem o dom para rastrear a menor nuance de mudança de humor no filho, isso é algo lindo de se ver pois sentimos totalmente a atenção que ela disponibiliza para o filho.
 Beth trabalha num canil nos limites do terreno da sua casa. Nele, os cachorros são adestrados para fazer quase tudo que seus donos futuramente venham a pedir. Ela comanda o lugar juntamente com sua avó Nana que é uma personagem extremamente forte e bem-humorada.
 O canil precisa de um funcionário e Thibault chega para preencher a vaga, encontrando no local a pessoa que  procurava. Beth fica receosa por um desconhecido sem antecedentes querer emprego e sua surpresa é ainda maior quando Nana, que é quem de fato comanda tudo, contrata o guri. Desse ponto em diante passamos a acompanhar o dia-a-dia de Beth com sua família, Thibault e, infelizmente, Clayton.
 Clayton é uma personagem extremamente desprezível. Seus pensamentos foram enojivos para mim. Presenciamos a sua relação com o filho Ben e como ele tende a querer moldar o guri de uma maneira machista e estereotipada. Isso não foi legal de presenciar, provocou-me mais repúdio por seu caráter. Senti pena por Beth ter se envolvido com ele quando jovem.
 Cada capítulo é voltado para um personagem revezando entre Beth, Clayton e Thibault. Isso foi algo positivo até para entendermos a visão que Clayton tem do mundo. Infelizmente, a forma como ele pensa não é estranha, existem homens assim pelo mundo com o pensamento machista que ele possui.
 O enredo em alguns momentos se torna extremamente ficcional como, por exemplo, o fato de Thibault atravessar estados e mais estados à procura de uma pessoa completamente desconhecida. Mas em outros momentos o enredo é tão natural que acabamos suspirando com palavras ditas em momentos certos. :D
 Nicholas Sparks continua sendo o mestre em escrever romances tão humanos. Uma coisa é certa sobre os seus livros: você sempre acabará suspirando em algum momento!
 Infelizmente, não me apeguei a nenhum personagem. Isso é algo que acontece comigo ao ler Sparks. Seus personagens são tão humanos mas ao mesmo tempo tão parecidos e não-marcantes que você acaba esquecendo-os como se esquece de amigos com que conversava no ensino médio mas que agora lhe são desconhecidos.
 Procurando um romance leve que possa ler durante uma tarde monótona? UM HOMEM DE SORTE lhe recomendo.



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