19.10.15

[Resenha] O Último dos Guardiões - Insurreição


Autor (a): João Paulo Silveira
Editora: Clube de Autores
Ano: 2014
Lido em: outubro de 2015
Nº de páginas: 406
Onde Comprar: Clube de Autores
Livro recebido em parceria com o autor

 Um Reino em paz...
 A sociedade é governada por um conselho igualitário...
 As guerras há muito tempo terminaram...
 Mas quando a cobiça pelo poder fala mais alto... Eclode uma batalha sangrenta, como nenhuma outra antes.
 Uma guerra que durara vinte anos fora vencida por um feitiço arcano, libertando um mal hediondo na terra. Milhares de vidas foram sacrificadas para que a ânsia de poder de alguns fosse saciada. Uma cidadela fora erigida para treinar novos guerreiros e fazer frente à ameaça.
 Após anos de batalha um guardião veterano acredita que poderá enfim deixar a frente de batalha, mas um acordo doentio destrói suas esperanças.
 Conseguirá este guardião se reerguer, combater o poder instituído e ainda ajudar seu povo a erradicar os exércitos infernais?

 OBS: Pode haver spoilers a seguir:
 Em INSURREIÇÃO, primeiro livro de O Último dos Guardiões, somos apresentados ao carismático Galaniel, último guardião puro de sua casta. Na era medieval em que ele vive as pessoas são dividas por castas onde cada um desempenha um papel importante no campo de batalha contra o exército infernal do demônio Balkatar. As castas são: Avantes (ataque), Mentales (magia), Biontes (cura) e Guardiões (defesa). Infelizmente, Galaniel é o último de sangue puro, pois todos os outros são mestiços, dos Guardiões e isso é um grande segredo no Reino de Kor que poderia por sua vida em perigo.
 Já fazia-se 71 anos que Balkatar atormentava os habitantes do Reino de Kor. Muitas mortes aconteceram até que ele propôs um pacto de paz. Mas em troca há cada cinco anos eles deveriam entregar para o demônio cinco almas de cada cidade. Caso o pacto fosse quebrado Balkatar traria a destruição completa ao Reino. 
 O Alto Conselho acabou aceitando e desde esse dia toda cidade em Kor tinha que entregar sua cota de pessoas para o sacrifício. A escolha era feita através de um sorteio e num desses sorteios acabou sendo levada a amada de Galaniel, Nirmiriel. Tendo a motivação de não descansar enquanto encontrar a sua amada ele se torna o herói da história criada pelo Silveira.
 Galaniel foi um personagem muito bem construído, possuindo fraquezas e qualidades dignas de um herói. Ele não concorda com as decisões do Alto Conselho, principalmente após o ocorrido com sua amada, e quer mudar essa sociedade que entrega pessoas inocentes para a morte. 
 Os capítulos são relativamente curtos sendo alternados entre o passado, na época de treinamento para o exército, e o presente de Galaniel. No começo do enredo ainda somos agraciados com a história dos seus pais e isso foi algo que me animou. Evitou algumas dúvidas futuras que eu com certeza teria. Silveira costura cada brecha que possa existir em seu enredo.
 Todo o Reino de Kor é muito bem construído e o mapa que há dentro do livro nos permite ver com clareza cada cidade e localização mencionada.
Foto: Bruno Marukesu
 Os demônios são repugnantes! Confesso que não esperava a cor escolhida para o sangue deles. kkk
 Silveira tem uma escrita por demais fluida. Me segurei para não devorar o livro e olha que ele tem quatrocentas e poucas páginas!!!
 Esse autor tem uma imaginação e tanta. Em toda a extensão da história há segredos. A maioria foram revelados acho e fiquei bastante agradecido por isso. Não sei o que esperar da continuação. Só posso dizer que já sinto saudades do Galaniel.😊
 Infelizmente, uma coisa que me incomodou bastante, do começo até quase a metade do livro, foi a estrutura dos diálogos. Eles são feitos/unidos em somente um parágrafo. Ou seja, você corre o risco de se confundir. Eu me confundi em vários momentos! Até perguntei ao autor se fora erro de impressão, mas ele informou que os diálogos são assim mesmo e eu concordei que esse formato deixa a leitura corrida, mas não posso esconder meu incômodo com isso. Talvez eu precise ler outros livros com essa estrutura para me acostumar sem reclamar. kkk
Foto: Bruno Marukesu
 A fonte das letras são grandes somada ao fato do autor ter escrita fluida, possibilitando uma leitura rápida e sossegada. As páginas são brancas e a capa é extremamente foda!! Não tenho do que reclamar pois babei com essa representação do Galaniel em desenho!
 O livro é um pouco maleável, o que pode ocasionar alguns amassados. A lombada acabou desgastando pois levava a obra dentro da bolsa para qualquer lugar.
 Recomendo de olhos fechados a história do Galaniel principalmente para os amantes de histórias medievais. ^^
 Ah, e pode ter sido só impressão minha mas senti uma influência de O Senhor dos AnéisJogos Vorazes e Divergente em detalhes da história. Se você quer descobrir se estou equivocado sugiro ler o livro para depois me dizer se estou ou não. kkkk

 João Paulo Silveira, muito obrigado por ceder o livro para leitura. Curti cada momento ao lado do Galaniel e dos Oito



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2 comentários:

  1. Heey!
    Eu amo histórias medievais e "O Último dos Guardiões" parece ser um livro excelente =D
    Seu blog é fascinante, já estou seguindo ^^
    Abraços!
    Blog - Desbravando o Infinito

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    Respostas
    1. Oi, Guilherme
      Sim, o livro do Silveira é excelente. Eu recomendo. Se você ama mesmo histórias medievais então se fascinará pelo Reino de Kor.
      Obrigado pela visita. :D

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