21.1.15

[Resenha] O Garoto da Casa ao Lado

Autor (a): Meg Cabot
Editora: Record
Ano: 2004
Lido em: janeiro de 2015
Nº de Páginas: 394
Onde Comprar: SUBMARINO

 O garoto da casa ao lado é o novo livro de Meg Cabot, autora da série O diário da princesa, um fenômeno mundial da literatura juvenil que já vendeu mais de cem mil exemplares no Brasil. Neste novo romance, a autora mistura amor, comédia e suspense aliados ao estilo nova-iorquino, e não decepciona seus fãs.
  Escrito em forma de mensagens de e-mail, 'O garoto da casa ao lado' revela a história de Melissa Fuller, uma jornalista de celebridades que está prestes a perder o emprego. Numa certa manhã, Mel está 68 minutos atrasada para o trabalho, completando assim seu 37º atraso no ano. Um recorde. O departamento de Recursos Humanos já lhe mandou um memorando oficial sobre o assunto, seu chefe duvida seriamente do seu compromisso com o jornal e, além disso, até sua melhor amiga anda preocupada com seu bem-estar psicológico. Contudo, dessa vez, ela tem uma desculpa de verdade - estava socorrendo Helen Friedlander, sua vizinha de oitenta anos, que entrou em coma após levar um golpe na cabeça, em conseqüência de um misterioso atentado.

 O livro resenhado de hoje foi encontrado na biblioteca pública da cidade onde moro, Macapá. É incrível como me surpreendo a cada vez que entro na sala de empréstimo. Sempre parece haver títulos novos quando percorro todas as quatro prateleiras abarrotadas de livros. Numa dessas visitas acabei que encontrei esse obra da Cabot e necessitei emprestar. Era uma obrigação, praticamente. E eis que tive uma feliz surpresa quando a história me sugou para dentro do seu enredo sem me dar tempo de colocar o bote de salva-vidas. Vamos as minhas impressões?

 Em O GAROTO DA CASA AO LADO somos apresentados a jornalista Melissa Fuller que escreve colunas de fofoca no jornal, de segunda categoria, New York Journal. Se você procura alguém para saber dos atuais rompimentos entre famosos deve-se dirigir rapidamente a Melissa. Ela é ótima no que faz, mas procura algo maior. Quer estar nas ruas sabendo dos babados e não enfurnada dentro de uma redação.
 No começo do livro ela se atrasa pela milésima vez (me identifiquei com a protagonista nesse ponto) para o trabalho, mas o motivo não é um mero atraso causado por se maquiar demais ou ter hidratado os cabelos.  Não. A sua vizinha de oitenta anos, Helen Friedlander, foi golpeada fortemente na cabeça em seu apartamento e levada ao hospital e quem a encontrou desacordada foi a Melissa.
 A dona Helen está em coma e nossa protagonista se vê na obrigação de cuidar dos animais de estimação da velhinha. Entretanto ela não pode ter essa responsabilidade. Então entra em contato com o único parente vivo da dona Helen, um fotógrafo safado chamado Max, mas ele não quer perder tempo cuidando dos animais de sua tia enquanto podia estar curtindo todos os momentos com a atual supermodelo da parada, Vivica. 
 Max decide cobrar uma divida antiga com um de seus “amigos”. Esse amigo chama-se John Trent, que trabalha no jornal rival do New York Journal. John se vê numa saia justa, mas por ser leal decide se passar por Max enquanto que o verdadeiro fica curtindo a Vivica numa cidade praiana por aê afora.
 Claro que algo assim não poderia acabar bem, né? Para os que acreditaram nessa hipótese se enganaram.
 John acaba se apaixonando por Melissa e o sentimento é recíproco. Mas Melissa acredita que ele é o Max Friedlander, o fotografo mais mulherengo e arrogante da cidade conhecido por não se apegar a ninguém. Como ele pode sair dessa furada sem perder a amada?
 Todo o enredo é construído de forma bastante simples, engraçada e gostosa de acompanhar. Não precisamos quebrar a cabeça. Ele se revela de forma natural e descontraída.
 Algo que me deixou bastante frustrado no começo da leitura foi o fato de TODO o livro ser escrito em forma de e-mails. Isso me incomodou bastante. Mas isso perder a importância, pois o conteúdo dos e-mails te satisfaz, no final das contas. Você se pega em várias ocasiões rindo. Cabot acertou em cheio na forma da escrita e nos cenários construídos. Eu não me senti em nenhum momento desmotivado a ler (o que aconteceu no primeiro livro de A Mediadora, de autoria dela). Isso foi algo que me agradou demais.
 Todos os personagens são cativantes. Acabei rindo bastante das alfinetadas e conselhos de Dolly, colega de trabalho da Melissa. Nadine, melhor amiga da Melissa, e Stacy, cunhada de John, foram outras duas personagens que eu gostei bastante. Quanto ao Max Friedlander só tenho algo a dizer: amei demais o destino dele no final do drama.
 A autora soube muito bem dividir os focos entre os personagens e isso torna, de certa forma, o enredo mais rico. Infelizmente, não curti o final. Não era o que eu esperava., mas fazer o que. É a vida.
 Quanto ao livro físico ele me agradou bastante. Não encontrei erros de gramatica graves. Para a minha tristeza as folhas são brancas (isso é algo que me impossibilita devorar livros), mas a fonte das letras é relativamente grande e isso me agradou.
 Achei fofo a capa do livro e quando eu o comprar vou querer essa capa e não a outra de reedição. Só me restar agradecer a editora Record por trazer esse enredo gostoso ao Brasil, e a autora por me fazer gargalhar durante a semana.
 Recomendo demais a leitura desse livro para qualquer faixa etária. Tenho certeza que vocês vão se divertir como eu me diverti. ^^

Créditos da foto do post: Cotidiano de Leitores.

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6 comentários:

  1. Oi Bruno!
    Primeiramente muito obrigada pelos comentários lá no blog! J
    Bom, o único livro que eu li da Meg foi O Diário da Princesa e gostei bastante da levada dela. É muito divertido e gostoso de ler. Tenho vontade de ler outros livros dela, e depois dessa resenha então! Ficou um gosto de quero mais!
    Parabéns pelo blog e pela ótima resenha!
    Já estou seguindo!
    Abraço e um ótimo fim de semana!

    http://luahmelo.blogspot.com

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    1. Oi Luana ^_^
      Que surpresa a sua visita. Fico feliz por ela.
      Eu desejo muito ler O Diário da Princesa, mas é enorme essa série. Rs
      Eu tô lendo a série A Mediadora e até que é um pouco interessante, mas O Garoto da Casa Ao Lado conquistou o meu coração.
      Se tiver a oportunidade de lê esse livro, leia. Vc não vai se arrepender.
      Obrigado pelo comentário. Bjs :*

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  2. Eu não costumo acompanhar a Meg como Meg, mas como Patricia. Gosto mais dos livros adultos dela, embora tenha lido um ou dois como Meg. Ao contrário de você, essa capa não me chamou tanta atenção assim, passaria despercebida por mim. Tenho um pé atrás com livros em formato de troca de mensagens ou do gênero, mas me interessei por ele. Agora é saber quando terei a oportunidade de lê-lo. =)

    Bjs, @dnisin
    www.seja-cult.com

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    1. Oi Denise :)
      Eu tb fico com um pé atrás com livros nesse formato de troca de mensagens. Demorei quatro capítulos para me acostumar e depois que o enredo se tornou bastante divertido foi impossível largar a história.
      A capa não chama mesmo a atenção, mas o enredo vale a pena.
      Quando puder o adquira e leia. :D

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  3. Oi Bruno, tudo bem?
    Amei sua resenha. A muito tempo quero ler um livro da autora, acho que esse é um ótimo livro para conhecer mais as história da autora. O livro parece ser instigante. Adorei!
    Beijos,
    travelingbetweenpages.blogspot.com.br

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    1. Oi Nayara ^^
      Minha dica: comece lendo Cabot por esse livro. Não vá por A Mediadora. Acredito que você terá uma leitura muito prazerosa começando com esse livro. :D
      Bjs

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