18.1.14

[Resenha] Máscara - A Vida Não É Um Jogo

Autor (a): Luiz Henrique Mazzaron
Editora: Talentos da Literatura Brasileira
Ano: 2013
Lido em: dezembro de 2013
Nº de Páginas: 384
Nota: 
Onde Comprar: SUBMARINO
Livro recebido em parceria com o autor

SINOPSE:
 No mundo de Domus, a morte é a moeda que alimenta o jogo. E a verdade pode custar a vida. Liam é um garoto que viveu por muito tempo isolado devido aos constantes castigos do sádico tio, um carrasco ex-militar. Porém, inesperadamente, surge uma entidade maléfica, uma figura das trevas trajando uma máscara, e passa a o perseguir, levando-o a participar de um jogo num mundo surreal, chamado Domus. Junto a um grupo, Liam parte para uma experiência alucinante, em que os pecados da humanidade serão colocados em xeque, como numa espécie de julgamento. Um combate onde o principal objetivo do adversário é mostrar o quão odiosa é a raça humana… Mas ainda há muitos mistérios que rodeiam este intrincado jogo. Por qual motivo a criatura possui tamanha obsessão por ele? E vale a pena prosseguir, já que a morte é a única certeza?

 Em MÁSCARA somos apresentados a Liam que na infância sofreu constante nas mãos do tio tirano. Acompanhamos a sua estadia na delegacia logo após o incidente em que o tio tenta matá-lo, mas que acaba sendo morto. Sentimos a dor que consome o Liam e pra piorar ele agora não tem mais ninguém, pois seu tio era sua única família.
 Ainda na delegacia conhecemos os policiais Ryan e Cortez. De cara Ryan sente um afeto pelo pequeno Liam e o sentimento é mútuo, mas o guri é mandado para um orfanato. O policial diz ao guri que tentará, sempre que possível, visitá-lo.
 Outra pessoa nos é apresentado. Quer dizer, um ser desconhecido. Ele ronda a vida de Liam há anos. Sempre o desejou e agora, mais do que nunca, o quer. Esse ser usa uma máscara e não tem corpo. Não será agora que ele vai parar de desejar o guri em seu jogo ambicioso e sangrento.
 Após sermos acuados com cenas de assassinato a la Jogos Mortais, vemos o recomeço de Liam. Agora ele tem dezessete anos  e possui uma vida quase que perfeita. Entretanto, ele vem escutando nos últimos tempos uma risada maligna que não o deixa dormir.
 Numa noite, Liam acordar num local onde há dez cabines  tendo uma pessoa desconhecida dentro de cada. A ordem dada é ele salvar apenas cinco das dez. O restante? Morrerão!!!
 Tendo feito suas escolhas, ele precisa sobreviver  a um jogo insano e mortal tendo como aliados as pessoas que salvou. Liam se encontra no mundo paralelo chamado Domus!
 Mortes é o recheio principal desse thriller eletrizante criado pelo jovem Mazzaron. Sentimento de frustração, confinamento e agonia são constantes no decorrer da leitura. Meus parabéns eterno ao autor.
 Posso estar exagerando, mas senti referências no enredo à Harry Potter e franquia Jogos Mortais. Outro possível exagero é que comparei os sentimentos durante a leitura aos sentimentos que me percorreram lendo obras do grande rei Stephen King. Ou seja, o livro foi bom pra cacete! :D
 Amo zumbis e a maneira como eles foram retratados chega a ser quase triste. Os personagens foram muito bem construídos e são tão humanos que percebemos as suas dificuldades físicas em lidar com as adversidades. Todos possuem falhas e isso é mostrado sem rodeios. Tentei imensamente sentir empatia por eles, mas não consegui. Os vi somente como peões que futuramente podiam ser descartados no jogo do ser mascarado. Mas seria uma mentira dizer que não simpatizei com nenhum deles. Kelly foi a personagem que mais me chamou a atenção e provocou risos (a comparei ao LaFayette, do seriado True Blood). Também há o Daniel.
 Infelizmente, não pude gostar do protagonista Liam. Mazzaron deu todas as justificativas das ações do guri, como se tivéssemos que sentir pena dele, mas eu não consegui.
 Fiz apostas sobre o desfecho desse jogo sangrento só deve ser lançado no próximo volume. E isso está me matando!!!!!! O segundo livro tem que ser lançado logo se não vou arrancar todos os meus cabelos e virarei a Kelly. Kkkkk...
 A diagramação da obra está perfeita e as folhas são meio amareladas. A fonte das letras tem um tamanho agradável proporcionando, assim, várias horas corridas de leitura. A capa foi muito bem elaborada e é extremamente linda e misteriosa. Meus singelos parabéns a editora Novo Século.
 Recomendo de olhos fechados essa obra. Vocês possivelmente perderam o fôlego, assim como eu perdi. ^^

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